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sábado, outubro 02, 2004

Donnie Darko - 4 Blogscares



Este é um daqueles filmes que se tem que ver duas vezes. Não vos sei dizer se isso é bom ou mau. O que vos posso dizer é que eu gostei muito. É um facto que depois de ver uma primeira vez fiquei a pensar... pera aí... será que ele... mas... mas afinal aquilo era ou não era...?! Depois de ver uma segunda vez o filme fiquei quase na mesma... mas cheguei à conclusão que isso é que torna o filme particularmente interessante. Donnie Darko deixa em aberto a explicação do que se passou durante o filme. Mas não se assustem porque nem tudo é tão incerto. O história segue o jovem Donnie Darko, que é atormentado por uma série de visões onde um estranho coelho gigante o incentiva a fazer os mais variados actos de violencia e o convence que estamos a poucos dias do fim do mundo.
O estreante realizador Richard Kelly, que em 2001 tinha apenas 26 anos, deixa aqui a ideia de ser já um veterano, tirando dos vários actores alguns dos seus trabalhos mais consistentes como é o caso de Drew Barrymore que adquire neste filme finalmente o estatudo de actriz dramática que tanto lhe faltava, confirmado logo depois com "Ridding Cars with Boys" (Os Rapazes da Minha Vida). A jovem actriz Jena Malone tem também aqui a passagem para o mundo dos "crescidos" já que até aqui só tinha feito papeis de "filha de..." (alguma curiosidade em ver a sua evolução). Mas há mais. As interpretações de Maggie Gyllenhall (Secretary), Noah Wyle (série E.R.), Patrick Swayze (sim... o mesmo de Dirty Dancing) e Mary McDowell (Dances with Wolves) são também dignas de registo (até do Swayze... juro!). Mas obviamente falta falar do protagonista do filme...
Há pois... Jake Gyllenhall é a verdadeira estrela deste filme. Aqui ele confirma o talento que já me ficado na retina à uns aninhos atrás no (injustamente) pouco conhecido October Sky (Céu de Outubro - 1999). Até então apenas tinha feito também filmes como o "filho de...". Neste filme ele consegue o que muito poucos conseguem... comunicar atravéz da sua expressão. Gyllenhall está a caminho de ser um dos grandes.
Depois de Donnie Darko podem vê-lo em "Moonlight Mile" (Sonhos Desfeitos - 2002), que eu aconselho vivamente, onde ele contracena com os "grandes" Dustin Hoffman e Susan Sarandon, e onde consegue ainda assim se destacar. Dois anos mais tarde entra no blockbuster "The Day After Tomorrow" (O Dia Depois de Amanhã - 2004) de Roland Emmerich com Dennis Quaid. Brevemente poderemos vê-lo no novo filme de John Madden (Shakespeare in Love) "Proof" onde contracena com Gwyneth Paltrow e Anthony Hopkins, e em "Brokeback Mountain" de Ang Lee (Hulk) ao lado de Heath Leadger (The Patriot). Anunciada está também a sua presença com Jamie Foxx no próximo filme de Sam Mendes (American Beauty) "Jarhead" que deve estrear em 2005.
Donnie Darko tornou-se rápidamente num filme de culto e voltou recentemente à ribalta quando estreou novamente no cinema com a sua versão "Director's Cut" . Recebe uns sólidos 4 blogscares.

Podem ver o trailer da nova versão de realizador carregando no título deste post.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Estao abertos os castings...

Pois é! Devido a vários pedidos, decidimos alargar o numero de participantes neste recente Blog.
Já temos a companhia do Pedro Silva e do Edgar, e estamos receptivos a mais participantes... desde que se enquadrem no espirito da nossa Academia de Blogscares de Hollywood.
Quem estiver interessado pode contactar-nos atravez deste mail:

blogscares@sapo.pt

Entretanto continuem a acompanhar o nosso Blog Cinematográfico, que nós também vamos tentar ser mais regulares (nem sempre há tempo ou inspiração).

quinta-feira, setembro 30, 2004

BlogscarNews - Garden State



Um jovem que está a dar que falar é Zach Braff (que podem conhecer da série que passa na SIC Radical "Scrubs - Médicos Estagiários" e que realiza, escreve e protagoniza o seu primeiro filme "Garden State" (que estará quase a chegar a Portugal... espero) ao lado de Natalie Portman (Star Wars I, II e III). Parece que o rapaz até tem geito para a coisa.
Estejam atentos a este filme e à evolução deste promissor actor.

Para verem o trailer podem clicar no titulo do post.

BlogscarNews - The Butterfly Effect



Em DVD estou ansioso para que chegue a Portugal o thriller "The Butterfly Effect" com Aston Kutcher (que estamos mais habituados a ver em comédias como "Dude! Where's My Car" ou a excelente série "The 70's Show" que passou em horários insultuosos na TVI). Sinceramente, não me aprecebi se passou nos nossos cinemas, mas se isso não aconteceu, pelo menos teremos a oportunidade de confirmar as expectativas em DVD.

Para verem o trailer podem clicar no titulo do post.

BlogscarNews - THX 1138



Vai ser relançado brevemente no cinema o filme que lançou Goerge Lucas como realizador antes da saga Star Wars e dias depois estará disponível em DVD pela primeira vez. O nome tal como o filme é um pouco estranho... chama-se simplesmente "THX 1138"
O filme, originalmente lançado em 1971, é baseada numa curta metragem do próprio Lucas e retrata um século 25 que é dominado por um regime totalitarista que controla todos os humanos com sedativos. Neste novo mundo todos se vestem de igual e mantêm o cabelo rapado, sendo que são apenas identificados por um numero que lhes é atribuido. A história começa quando o numero "THX 1138" foge à rotina, quando consegue deixar de tomar as drogas que lhes controlam as mentes.

Para verem o site oficial podem clicar no titulo do post.

BlogscarNews - Collateral

Neste espaço vou deixar algumas notícias/rumores que também fazem parte desta gigantesca industria. Tentando estar atento as estreias que nos criam mais expectativas.



Primeiro estou com bastante curiosidade para ver o Colateral de Michael Mann com Tom Cruise (que faz de mau) e Jamie Foxx (de quem já se fala ser uma grande hipotese para os nomeados para os Oscares). Pela primeira vez poderemos ver Cruise num papel de vilão. Jamie Foxx pelo contrario é um simples taxista que sem saber bem como é envolvido numa complicada e perigosa sequencia de assassinatos.

Definitivamente um filme a ver já a 8 de Outubro nas nossas salas. Pelas terras do Tio Sam (sempre gostei desta frase) este filme á considerado um dos melhores do ano.

Para verem o trailer podem clicar no titulo do post.

segunda-feira, setembro 27, 2004

The Village - 4 Blogscares



O novo filme de M. Night Shyamalan é toda uma experiência. Enquanto filme e veículo de entertenimento, talvez deixe um pouco a desejar, mas as subtilezas do argumento fazem com que a inteligência e o poder de análise dos cinéfilos esteja sempre desperto, levando-os a terem a sua interpretação muito particular do filme. Pelo menos 3 interpretações são dignas de serem discutidas nos círculos mais apaixonados pelo cinema de Shyamalan.
É também um filme controverso que, de certeza, não irá agradar a todos, levantando tanto ódios como paixões.
M. Night Shyamalan testa a nossa argúcia, escrevendo este argumento que foca a vida numa vila do século 19 envolta num clima opressivo e esmagador, devido à existência de monstros que vivem nos bosques que rodeiam a vila e que, esporadicamente, decidem ultrapassar as fronteiras impostas pelo homem e provocar o terror nos habitantes. Este clima opressivo é acentuado pela sábia fotografia, que usa alternadamente as luzes ténues e pálidas das velas e candeeiros a óleo durante a noite com a quase constante névoa que mergulha a vila durante o dia.

O resto... é "Shyamalan puro". Um argumento que começa pausado, e quase sonolento, para acelerar descompassadamente rumo à conclusão final que, mais uma vez, irá apanhar de surpresa muuuuuuuita gente! O elenco cumpre, William Hurt é sóbrio, Sigourney Weaver passa quase despercebida mas também o filme não foi feito a pensar em grandes protagonismos.

Uma nota especial para o papel de Adrien Brody que volta a demonstrar aqui o porquê do Óscar pelo sua brilhante interpretação de Wladislaw Spilmann n' "O Pianista" de Roman Polanski.

domingo, setembro 26, 2004

CULTO - He-Man 1987 - O Filme - 1 Blogscar ou 5?



Bem, a verdade é que escrevi isto ontem, mas o cretino do computador bloqueou no preciso momento em que acabei o texto, que não tinha sido salvo. Chamem-lhe ironia, eu chamei umas quantas outras coisas, menos simpáticas. Feita a lamentação, em frente. Não sei quantos dos nossos honrados leitores se lembram desta mítica personagem de animação. Para mim é, juntamente com o Super-Homem, a mais marcante figura da minha infância. Razão pela qual fiquei "excitadissímo" quando, lá pelos menos 7 ou 8 anos, descobri que tinham feito um filme baseado nele, com actores de carne e osso. Transformar em filme qualquer personagem da literatura (ou neste caso, dos desenhos animados) em "gente real" é bastante arriscado, visto que cada um tem a sua concepção muito própria e a probabilidade da do realizador e produtores ser igual à nossa é baixa. Quando eles decidem usar o Dolph Lundgren no papel do Master do Universo, essa probabilidade caí para números negativos. Para quem não está a ver se quem eu estou a falar, é o russo (Ivan Drago) que leva uma carga de porradinha do Stallone no Rocky4. Sim, este imbecil com a expressividade de um pedaço de sabão é o escolhido... A partir daí, a coisa só podia descambar. A ideia de tirarem o enredo de Etheria e o catapultarem para o planeta Terra, com um punhado de personagens (escolhidas ao acaso?) é francamente má... A trama gira em torno de uma chave mágica que permite a qualquer aceder qualquer ponto do universo. Assim, previsivelmente temos 1 hora e meia de bons e maus a disputarem a sua posse, e nem as batalhas estão interessantes. Do leque de actores apenas destaco Courtney Cox - a Monica da excelente série FRIENDS, que teimam em não transmitir em Portugal, mas lamúrias ficam para outra altura - que faz uma humana (Julie) que, do nada, é envolvida na tal corrida pela chave. Isto para fazer uma rápido resumo de um filme que é MAU. Não será por acaso que o seu realizador - Gary Goddard (apesar da semelhança com o cineasta francês, dúvido que sejam familia...) não se pode gabar de ter qualquer outro filme dirigido. Tem, no entando, um crédito de criador de uma série medianamente interessante - Captain Power and The Soldiers of The Future.
Porquê, então, a dúvida entre 1 ou 5 blogscars? A verdade é que por pior que o filme seja, eu admito que até gosto dele. Nunca merecerá 5 blogscars, aliás, nem 1 se calhar. Mas é o He-Man e bolas, recuso-me a pelo menos não lhe dar uma minima hipótese!
Para quem quiser desfazer as dúvidas, há uma edição em DVD desta pequena pérola, disponível nos EUA. Não me parece que veremos ser lançada por cá.
Por outro lado, há uma longa-metragem de animação (He-Man & She-ra - O Segredo da Espada Mágica) esse sim já marecendo há muito honras do formato digital, visto ser uma das melhores peças de desenhos animados que tenho memória.

sábado, setembro 25, 2004

South Park (Bigger, Longer and Uncut) - 4.5 Blogscares



Este filme não é recente mas decidi atribuir-lhe uma avaliação porque, no momento em que o nosso mundo passa, com todas as eleições e guerras (e todas essas coisas sanguinárias), achei importante falar de um filme que, no meio de todo o caos (e sangue, sim), faz uma das mais fortes afirmações políticas feitas num filme nos últimos anos - tão ou mais forte que qualquer filme do Michael Moore.
Poucos são os que não ouviram já alguma vez falar da série de animação (extrema e propositadamente mal feita) com os personagens de Stan, o herói relutante que vomita sempre que vê a sua amada, Kyle, o judeu inteligente, Kenny, o encapuçado de laranja que morre em todos os episódios, e Cartman (o meu favorito) o gordo asneirento e amoral. Quanto à história, ela é tão absurda quanto mordaz e aborda um filme canadiano que põe as crianças a dizer asneiras, uma associação de pais que decide que o país deve invadir o Canadá, e uma conspiração entre Saddam Hussein e o Diabo para iniciar o Apocalipse.
Agora, a minha avaliação. Este filme é uma das mais ferozes e subtis (sim, sei que é uma mistura estranha) críticas a política de desculpabilização por parte dos pais que vêm no exterior a culpa para a decadência dos valores morais dos seus filhos (e penso que não só os americanos devem acusar o toque) e isto é visto na letra da música "Blame Canada" em que os pais cantam "We must remember to cause a fuss before somebody thinks of blaming us." Mas isto só o torna um poderoso manifesto político. O que o torna, na minha opinião, um grande filme, é a homenagem que faz ao musical americano ao longo de todo o filme - temos direito a coreografias e tudo. Blame Canada foi nomeada inclusivé para um Oscar de Melhor Canção. As músicas, com a sua mistura de letras chocantes e provocatórias e melodias extremamente bem conseguidas, tornam este filme de animaçáo uma pérola do cinema recente.
O facto de ser 4.5 e não 5 é pelo facto de o estilo do filme não conseguir aguentar o filme até ao fim fazendo com que este perca algum do seu gás lá para o último terço. Mesmo assim, um grande filme que eu recomendo a todos procurar nas prateleiras de DVD's.

terça-feira, setembro 21, 2004

Garfield - 1 Blogscar



Ora aí está a grande e esperada adaptação do gato mais preguiçoso do mundo ao cinema! Esperada... apenas para podermos constatar a desilusão que nos assalta após 10 minutos de filme. A história é, por demais, conhecida. Garfield é um gato gordo e pachorrento cujo "hobby" maior é, precisamente, não fazer nenhum. O seu dono, Jon, acha que apenas um animal em casa é pouco e decide arranjar um cão (Odie) para fazer companhia ao Garfield que, obviamente, não vê com bons olhos a presença de alguém que lhe venha roubar a exclusividade, enquanto único animal lá da casa. No entanto, Odie é raptado por um malvado apresentador de televisão e a pesada consciência de Garfield obriga-o a ir salvar o amigo canídeo.

Quanto à crítica propriamente dita... a primeira desilusão vem logo ao início, quando vemos que Bill Murray, por mais que se esforce, não consegue dar ao Garfield a mesma voz do original animado. O gato em questão, embora convenientemente animado (fruto dos cada vez mais usados CGI's...), pareceu-me ter uma certa "incoerência" com os cenários reais com os quais ele se devia fundir. Jennifer Love Hewitt tem, aqui, um papel absolutamente anedótico e alegórico como paixão platónica de Jon. E, por último... (e se calhar, o mais importante) o filme não me conseguiu arrancar uma gargalhada, um sorriso que fosse, fruto dos "clichés" usados, e nunca bem executados, que apenas agradarão aos (bem) pequenos. E, sim, sou um fã do Garfield que, volta e meia, ainda vê as reposições no Canal Panda...

Uma nota positiva para o Odie, que merecia outro tipo de filme!